Tenho visto muita confusão quando o assunto é marketing de afiliados. Para muitas empresas, afiliados ainda são vistos apenas como links espalhados pela internet, normalmente associados a cupons, desconto e venda de final de funil. Do outro lado, criadores de conteúdo rejeitam esse rótulo. Eles não se veem como afiliados. Eles se veem como influenciadores, creators, pessoas que criam conteúdo, constroem audiência e recomendam produtos que fazem sentido para sua rotina. O link, para eles, é só o meio de monetização.

Essa diferença de percepção cria um ruído grande no mercado. Afiliado virou um termo antigo, quase antiquado. Criador de conteúdo virou algo aspiracional, ligado a influência e comunidade. Mas, na prática, o modelo é o mesmo: alguém recomenda um produto e é remunerado quando essa recomendação gera resultado. A tecnologia não mudou. O que mudou foi quem recomenda e como chamamos isso.

Comparação visual entre afiliados e creators: diferenças em modelo de trabalho, remuneração e foco estratégico

Diferenças fundamentais entre afiliados e creators: modelos de trabalho, remuneração e objetivos estratégicos

A origem do marketing de afiliados

O marketing de afiliados nasce junto com o e-commerce. O caso mais conhecido é o Amazon Associates, criado em 1996, quando a Amazon permitiu que donos de sites recomendassem produtos em troca de comissão por venda. Naquele momento, o afiliado era um blog ou um site de nicho. Mesmo assim, o princípio já era recomendação e confiança. Por isso, esse modelo é citado como um dos primeiros grandes sistemas de marketing de performance da internet.

A escala dos programas de afiliados

Com o crescimento do e-commerce, o modelo se estrutura e ganha escala. Surgem redes como Rakuten e Commission Junction, conectando milhares de marcas e publishers. Afiliados passam a ser tratados como canal, e não como mídia. Sites de cupons, cashback e comparação dominam boa parte do volume. Segundo o estudo de 2025 da Performance Marketing Association, o investimento em marketing de afiliados gerou US$ 113 bilhões em vendas de e-commerce, representando 9,4% de todas as vendas online nos Estados Unidos. O setor cresceu 49,8% entre 2021 e 2024, com uma taxa de crescimento anual composta de 14,42%—o dobro do ritmo do mercado de e-commerce em geral. O canal cresce, entrega eficiência, mas reforça o estigma de afiliado como algo impessoal e focado apenas em preço.

Creators e o novo marketing de afiliados

A fase atual começa quando a recomendação volta a ter rosto, voz e contexto. Criadores sempre influenciaram decisões de compra. A diferença é que agora existe infraestrutura para medir isso como performance. Links afiliados e cupons rastreáveis permitem que creators sejam remunerados diretamente pelo impacto que geram.

Esse movimento é conhecido como creator-led commerce e já é tratado como uma das grandes tendências do varejo digital. O mercado chinês é o exemplo mais avançado. Em plataformas como Douyin, criadores recomendam produtos, o consumidor compra sem sair do app e a venda é atribuída ao creator. O marketing na China e o social commerce chinês mostram como afiliados, creators e conteúdo podem operar como um único canal.

No Ocidente, o movimento segue a mesma lógica. A Amazon criou o Amazon Influencer Program para atender criadores que não se viam como afiliados tradicionais. Dados mostram que creators operando em modelo de afiliados conseguem taxas de conversão maiores do que mídia digital tradicional.

O problema do nome e a oportunidade do modelo

O problema nunca foi o marketing de afiliados. Foi o nome. Empresas pensam em afiliados como links. Criadores rejeitam o termo porque ele não representa quem eles são. Mas o afiliado de hoje é, na prática, um criador que recomenda, influencia e monetiza essa relação.

Como o Sandwiche contribui nesse cenário?

É aqui que o Sandwiche para empresas faz diferença. A plataforma ajuda marcas a encontrarem criadores que já produzem conteúdo alinhado aos seus valores e produtos, estruturando essa relação com links afiliados e mensuração clara de performance. A marca acompanha conteúdo, vendas, ROI e impacto real. O criador continua sendo criador e passa a monetizar recomendações de forma transparente e escalável.

No fim, o marketing de afiliados não é sobre links. É sobre recomendação que gera resultado. E, quando bem estruturado, ele conecta creators, marcas e performance em um único canal de crescimento.

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